Reordenamento ágil: conheça a nova ferramenta para registro e fiscalização de postes

Em busca de uma melhor organização das redes aéreas, a TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas desenvolveu uma ferramenta para registro e fiscalização de postes.

O software para fiscalização do uso dos postes foi desenvolvido em parceria com a Fitec – Fundação para Inovações Tecnológicas.

Segundo o engenheiro de telecomunicações Marcius Vitale, consultor deste projeto, mais do que apenas organizar, é preciso fiscalizar a rede.

“Não basta ordenar a rede. É preciso manter atualizado o banco de imagens dos postes ordenados de forma georreferenciada, onde, no caso de mudanças ou ocupação irregular, a empresa poderá atuar rapidamente e evitar que a situação se agrave”, diz Vitale.

 

Como se realizará o trabalho de registro e fiscalização de postes?

 

Em primeiro lugar, deu-se início ao projeto Reordenamento Ágil. Neste programa, haverá um trabalho em conjunto.

Assim, quando a distribuidora acionar pelo menos duas operadoras (e no máximo quatro) para a regularização da rede em uma área comum, a empreiteira contratada para esse fim fará de forma coordenada.

Entretanto, quando o prazo for emergencial, com poucos dias para a execução, a própria operadora realizará o ajuste. Isso ocorre pela falta de tempo para o projeto compartilhado.

Este programa já vem colhendo frutos positivos. Entre julho e setembro do ano passado, foram reorganizados cerca de 2800 postes na região metropolitana de São Paulo. Assim, este número já é maior do que a meta anual esperada.

“A resolução atual estabelece a meta de regularização de 2100 postes por ano. Em três meses de atuação conseguimos fazer mais do que isso”, analisa o presidente da TelComp.

A ideia é expandir o feito por todo o Brasil. A possível replicação deste programa já está sendo apresentada às associadas do Nordeste e Sul.

 

Como funciona a tecnologia?

 

Em primeiro lugar, o software é baseado em imagens e inteligência artificial. Através dele, é possível cadastrar os cabos, postes, pontos de fixação e equipamentos a partir das BAPs (abraçadeiras) ou plaquetas de identificação.

Dessa forma, no sistema, fotografam os elementos e registram. Após, é necessário salvar estas imagens na nuvem. Assim, é possível consultar a qualquer momento.

Com as informações integradas, será possível visualizar o mapa dos postes em um município ou fazer recortes da área de interesse.

Além disso, a ferramenta para registro e fiscalização de postes oferece alta produtividade. Estima-se que com esta tecnologia pode se vistoriar 12 vezes mais rápido que no método convencional.

Por fim, há a realização de testes de campo com os postes em situação real, sob diversas configurações e cenários. Todas as atividades levam em consideração o atendimento às normas técnicas e de segurança do trabalho.

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